Criteriosamente errado #1 - Black Mirror S04E04 - Hang the DJ
Pra mim, é sempre uma luta tentar começar a escrever sobre algo, seja pela minha dificuldade em escolher sobre o que eu devo escrever ou seja pelos bloqueios criativos que terei ao começar a escrever sobre alguma coisa. No entanto, as vezes certas obras facilitam esse processo, esse é o caso de Hang the DJ, o quarto episódio da quarta temporada da famosa série Black Mirror.
O porquê desse capítulo ter facilitado todo esse processo é simples, a assustadora verossimilhança com que o episódio trata seus temas. Apesar de recorrente, utilizar o impacto da tecnologia nas relações humanas ainda rende bastante discussões e uma delas é o tema central desse episódio. E se uma inteligência artificial pudesse encontrar nosso par perfeito? Essa é uma pergunta que parece um tanto inofensiva, mas os meios com que a série mostra como isso seria feito, não são tão inofensivos assim.
A série introduz todo aquele mundo esquisito, mas extremamente plausível, nós apresentando Amy e Frank. Ambos são jovens, que através de uma inteligência artificial, estão a procura de seu par definitivo e através desse relacionamento inicial deles, podemos entender como funciona todo aquele curioso sistema. Funciona assim, a suposta 'inteligência Artificial' escolhe determinadas pessoas para se relacionarem com o usuário por determinadas faixas diferentes de tempo, com o intuito de coletar informações sobre como o usuário se relaciona e assim encontrar seu par definitivo
.
Já aí conseguimos ver um dos objetivos do episódio, transpor a forma como nos relacionamos para um contexto ultra tecnológico e isso cativa bastante. Se pararmos pra pensar, a forma como essa inteligência age, é uma espécie de tradução de uma trajetória de relações amorosas. Apesar do objetivo do episódio ser bem identificável e os pontos que ele irá abordar serem bem previsíveis, tudo é muito bem executado.
Seja abordando a efemeridade das relações modernas ou coisas como, a insistência em relacionamentos tóxicos, a perca de interesse nos parceiros ou até mesmo questões mais 'novelísticas' como a impossibilidade de um casal ficar junto, por conta de um sistema controlador. Tudo isso é facilmente identificável, ou seja, acessível e como dito anteriormente, bastante verossímil.
No que tange aos aspectos técnicos e narrativos, o episódio entrega um trabalho bem feito, a trama se desenrola muito bem e passa por todos os temas que quer abordar com um montagem perfeita. Os personagens principais são carismáticos o suficiente pra nos manter torcendo por eles, ou seja, o casal funcionou bem. O final não era de todo imprevisível, mas conseguiu dar uma reinventada, dando um mini "plot twist".

Com tudo que foi levantado, fica óbvio que vale a pena sim assistir o episódio, pois além de ser um bom entretenimento, é bastante reflexivo e assustadoramente atual.
O porquê desse capítulo ter facilitado todo esse processo é simples, a assustadora verossimilhança com que o episódio trata seus temas. Apesar de recorrente, utilizar o impacto da tecnologia nas relações humanas ainda rende bastante discussões e uma delas é o tema central desse episódio. E se uma inteligência artificial pudesse encontrar nosso par perfeito? Essa é uma pergunta que parece um tanto inofensiva, mas os meios com que a série mostra como isso seria feito, não são tão inofensivos assim.
A série introduz todo aquele mundo esquisito, mas extremamente plausível, nós apresentando Amy e Frank. Ambos são jovens, que através de uma inteligência artificial, estão a procura de seu par definitivo e através desse relacionamento inicial deles, podemos entender como funciona todo aquele curioso sistema. Funciona assim, a suposta 'inteligência Artificial' escolhe determinadas pessoas para se relacionarem com o usuário por determinadas faixas diferentes de tempo, com o intuito de coletar informações sobre como o usuário se relaciona e assim encontrar seu par definitivo
.Já aí conseguimos ver um dos objetivos do episódio, transpor a forma como nos relacionamos para um contexto ultra tecnológico e isso cativa bastante. Se pararmos pra pensar, a forma como essa inteligência age, é uma espécie de tradução de uma trajetória de relações amorosas. Apesar do objetivo do episódio ser bem identificável e os pontos que ele irá abordar serem bem previsíveis, tudo é muito bem executado.
Seja abordando a efemeridade das relações modernas ou coisas como, a insistência em relacionamentos tóxicos, a perca de interesse nos parceiros ou até mesmo questões mais 'novelísticas' como a impossibilidade de um casal ficar junto, por conta de um sistema controlador. Tudo isso é facilmente identificável, ou seja, acessível e como dito anteriormente, bastante verossímil.
No que tange aos aspectos técnicos e narrativos, o episódio entrega um trabalho bem feito, a trama se desenrola muito bem e passa por todos os temas que quer abordar com um montagem perfeita. Os personagens principais são carismáticos o suficiente pra nos manter torcendo por eles, ou seja, o casal funcionou bem. O final não era de todo imprevisível, mas conseguiu dar uma reinventada, dando um mini "plot twist".

Com tudo que foi levantado, fica óbvio que vale a pena sim assistir o episódio, pois além de ser um bom entretenimento, é bastante reflexivo e assustadoramente atual.

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